Clube da Bossa Nova
Espaço Cultural Musical MUSIMED - W3 505 Sul
Entrada franca
Aos sábados
Das 11:30 ás 13:30 horas.
Um Blog legal!
Mas, afinal, o que é?
Gênero – é um conjunto de fatores sociais e culturais. Pode-se dizer que os seres humanos nascem machos ou fêmeas, e aprendem com os grupos sociais com os quais convivem, a tornarem-se meninos e meninas.
Eqüidade de gênero – se refere a diversas formas de desigualdade e exclusão que afetam os grupos humanos na sociedade, baseadas tanto no sexo, como na origem e condições sócio-econômicas, raça, etnia, nacionalidade, opções políticas, sexuais e religiosas, entre outras.
Diversidade – reconhece as diversas formas de ser e as constituições, sejam elas culturais, políticas, raciais, de gênero ou sociais.
Igualdade – é estar em condições iguais em relação aos parâmetros de bem-estar considerados aceitáveis.
Raça - conjunto dos ascendentes e descendentes duma família, tribo ou povo, com origens comuns.
Etnia - População ou grupo social que apresenta homogeneidade cultural, compartilhando história e origem comuns.
Fonte: Secretaria Especial de Políticas para Mulheres - SEPM -Presidênca da República
Curtinha...
Memória Musical de gente que é noticia
Gosta de boa música?
Gostaria de saber o gosto musical do seu artista preferido?
Então, ouça a Rádio Nacional de Brasília – FM 96.1
Confira. Vale a pena.
Valorizar a emissora pública, é uma boa idéia!
Apresentação: Bia Reis , aos domingos, das 12h30 às 13h30.
As músicas preferidas dos artistas brasileiros.
http://www.radiobras.gov.br/estatico/radio_nacional_fm_sinopse.htm
Desta, até Ivete Sangalo sentiria inveja.
Pense na cena:
Durante quatro dias, quase três mil mulheres, reunidas em um mesmo espaço físico, correndo atrás de uma única mulher. Pensou besteira... Não é? Não é nada que você pensou, mas, realmente aconteceu!
A II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres - II CNPM, reuniu de 17 a 20 de agosto, no Centro de Convenções de Brasília quase três mil mulheres. E foi exatamente ali, que a mulherada descobriu um consenso indissolúvel entre elas. Todas, sem exceção, são fãs incondicional de uma mesma mulher.
Se ela ia para um lado, elas também iam! Se ela não estava visível aos olhos de algumas, uma sempre perguntava: Cadê ela? Não a vi chegar... Outra respondia: Já chegou sim. Está em tal lugar, falando com tal grupo, e assim por diante... Uma outra comentava como quem pedia ajuda: Mas eu não posso ir embora sem tirar uma foto com ela! Imagina! Chegar na minha cidade, dizer a todo mundo que ela estava aqui, durante três dias, e não mostrar a foto! É batata, vão dizer que tô mentindo! E se tem uma coisa nessa vida, que eu não sou, é mentirosa! Sem querer, mentiu! Uma mentirinha de nada. Mas mentiu! Quem não mente?
E os flashes das câmaras digitais? Ah! Os flashes foram um detalhe a parte! Por onde ela andava, era um clarão só: Click, click, click...Uma concentração de câmeras digitais por metro quadrado, nunca vista. Parecia coisa de novela global.
E o músico? Sim, tinha músico acompanhando a estrela, e cantado a música que fez maior sucesso na Conferência. O músico e sua produtora venderam cd como quem vende água, nestes dias quentes e secos de Brasília. Por onde ela passava, a música a acompanhava... Mas quem é ela? Devem estar se perguntando. Ela? Ela é Maria da Penha, a mulher que com a sua dor e luta, dá nome a Lei 11.340/06, criada em 7 de agosto de 2006 e sancionada pelo presidente Lula.
Maria da Penha protagonizou um caso símbolo de violência doméstica contra a mulher. Em 1983, por duas vezes, seu marido tentou assassiná-la.
Na primeira vez, ela quase foi morta por afogamento, e na segunda por eletrocussão e afogamento. As tentativas de homicídio resultaram em lesões irreversíveis à sua saúde. Mas, a luz da estrela continua a brilhar... E foi exatamente isto, que aquelas quase três mil mulheres, que durante a Conferência, cujo tema foi, “As mulheres discutem o Brasil”, estabeleceram um consenso indissolúvel: Contra a violência doméstica, Lei Maria da Penha neles!
O batismo da Lei 11.340 de 07 de agosto de 2006, com o nome de Maria da Penha (foto) é uma homenagem a uma militante dos direitos das mulheres. Ela lutou 20 anos para ver o ex-marido Marco Antonio Herredia condenado. Por duas vezes, no ano de 83, foi vítima de atentados de homicídio. O primeiro com arma de fogo atingiu a medula, deixou-a paraplégica. E depois por choque e afogamento. O fato foi parar na Comissão Interamericana de Direitos Humanos que responsabilizou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Somente em 2003, o ex-marido de Penha foi preso e ficou apenas dois anos na cadeia.
Pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em dez países sobre o impacto da violência contra a mulher sobre sua saúde e divulgada em 2005, revela que no Brasil, somente na capital de São Paulo, quase um terço das mulheres (27%) já foram agredidas fisicamente por seus parceiros ou ex-parceiros. Na Zona da Mata em Pernambuco, este percentual sobe para 34%.
Levantamento realizado junto às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), apurou que no ano de 2005, apenas nas capitais brasileiras, houve cerca de 55 mil registros de ocorrências. O índice salta para 160.824 se consideradas as demais cidades. Estes dados, todavia, tornam-se ainda mais significativos por corresponderem a apenas 27% das DEAMs existentes e pelo fato de um número significativamente alto de mulheres não recorrer à autoridade policial por medo, vergonha e falta de crença na eficácia de sua denúncia.
A nova lei altera o Código Penal e possibilita que agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, quando ameaçarem a integridade física da mulher. Acaba o pagamento de multas ou cestas básicas. A violência doméstica é tipificada como uma das formas de violação dos direitos humanos. Esses crimes passam a ser julgados em VarasCriminais, até a instituição de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no âmbito dos estados. Agora, faltam os ajustes necessários que é a ampliação da Rede de Proteção. Para saber mais detalhes, acesse Lei Maria da Penha